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17 de abril de 2011

ANÁLISE DE GOLS - Gols Pró - Campeonato Paulista

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Foram 28 gols ao longo das 19 partidas do Campeonato Paulista. Número modesto, apenas o 4° melhor ataque da competição, atrás de Santos, São Paulo e Corinthians. Média de aproximadamente 1,5 gol por partida. Ainda assim, graças ao seu ótimo sistema defensivo, o Palmeiras manteve um bom saldo de gols, 20, atrás somente da equipe corinthiana.

(clique na imagem para ampliá-la)
Kleber, com 8 gols, foi o maior artilheiro alviverde na competição e 3° melhor marcador do campeonato, atrás somente de Liedson e Elano (10 gols) e Fábio Santos (9 gols). O ataque palmeirense continua sendo um problema para o treinador Felipão, já que, na ausência do camisa 30, os outros atacantes fizeram apenas 4 gols (Vinicius, Dinei, Adriano e Max Santos).

Os lances de gol tiveram diferentes origens e criadores, mostrando a capacidade coletiva do time palmeirense. Para se ter ideia, 10 jogadores contribuíram com assistências. Foram jogadas de bola parada, cruzamentos pela direita, pela esquerda, passes entre a defesa adversária... Os maiores assistentes foram o ótimo lateral-direito Cicinho e Lincoln, com 3 assistências cada.

Outro fator importante na equipe de Felipão são as ações de bola parada. Todos sabem que esta é uma jogada treinada insistentemente pelo treinador alviverde. Porém, esse ano, a equipe do Palmeiras não foi tão efetiva quanto em 2010. Muito se deve ao fato de M. Assunção não estar acertando o pé como no final do ano passado. Foram apenas 3 gols de falta, marcados por T. Heleno, Valdivia e somente 1 de M. Assunção. Mesmo nas jogadas de escanteio, o Palmeiras conseguiu converter somente um gol, com Thiago Heleno. No total, apenas 3 gols de cabeça foram marcados no campeonato.

Algo importante de se notar é o predomínio de gols na 2ª etapa do jogo. Foram 17, contra apenas 11 marcados no 1° tempo. Isso mostra uma capacidade de organização e manutenção do sistema tático mesmo com o desgaste imposto pela partida.

Que venha a fase final!

Rodrigo Coelho
Equipe TAKTIKUS
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20 de março de 2011

4-3-3 ou 4-4-2? - A dúvida de Felipão

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(foto: Gazeta Press)

Após o empate em 1x1 contra a equipe do São Caetano pelo Campeonato Paulista, o treinador Felipão se mostrou bastante insatisfeito com o desempenho tático da equipe palmeirense na partida.

Seu discurso foi que o sistema de jogo com 3 atacantes abre totalmente o meio-campo, prejudicando o sistema defensivo. Porém, minha análise do sistema 4-3-3 utilizado nas últimas partidas e também na contra o São Caetano difere da análise de Felipão. Para mim, a maior parte dos erros defensivos palmeirenses foram provenientes de ações de bola parada.

Primeiramente, o sistema de jogo se aproxima mais de um 4-5-1 do que do 4-3-3, com os pontas recuando para recompor o meio-campo. E é justamente devido a esse recuo que o Palmeiras vem apresentando um sistema defensivo sólido, apesar de também apresentar uma grande dificuldade na hora de concretizar à gol (veja a análise completa do sistema 4-3-3 no Palmeiras).

(clique na foto para ampliá-la)
Durante o 1° tempo de jogo contra o São Caetano, esse sistema de jogo se mostrou eficiente pois apresentou:
  • recuo e compactação defensiva com 8 ou 9 jogadores atrás da linha da bola, dificultando a condução de bola do adversário;
  • contra-ataques estruturados, trocando passes e dando o tempo necessário para as saídas rápidas dos laterais e pontas.

É preciso dizer que a ausência de Valdivia no meio-campo palmeirense foi notada, principalmente porque o menino Patrik, apesar de ser bom jogador, não têm características de um meia-armador, como o chileno.

Para o 2° tempo, Felipão optou por substituir Adriano e colocar Tinga, para recompor o meio-campo. Mas, diferente do que o treinador palmeirense imaginava, a equipe piorou dentro de campo, perdendo a rapidez e entrosamento no ataque e sofrendo muito mais com os ataques adversários.

Se Felipão se mostrar convicto em não mais utilizar o 4-3-3 (4-5-1), o provável sistema de jogo a ser adotado será o 4-4-2 (ou 4-2-2-2), que já foi utilizado nas vitórias contra o São Bernardo e Uberaba. Se analisarmos as peças atuais que a equipe palmeirense possui, essa mudança pode ser sim uma ótima alternativa e render bons resultados.

Na próxima postagem analisaremos como poderá ser o 4-2-2-2 se adotado pelo técnico Felipão, e quais suas vantagens e desvantagens se comparado ao 4-3-3 (4-5-1) anterior.

Rodrigo Coelho
Equipe TAKTIKUS
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12 de março de 2011

PALMEIRAS: o porquê de uma boa defesa e um ataque com dificuldades

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(foto: Fábio Braga/Folhapress)
Desde o final de 2010, o time do Palmeiras já vinha apresentando problemas na hora de finalizar a gol: foi o 6° pior ataque do Campeonato Brasileiro, com apenas 42 gols (média de 1,1 gol por partida). A maioria dos gols eram resultado das ótimas cobranças de falta de M. Assunção.

O ano de 2011 iniciou de maneira muito parecida, com o ataque palmeirense sofrendo a cada jogo para conseguir marcar seus gols. Para piorar, o pé de M. Assunção parece não estar tão calibrado quanto no ano anterior, conseguindo apenas 1 gol nessa temporada.
Como aspecto positivo, vale ressaltar o sistema defensivo Palestrino, com apenas 7 gols em 14 jogos.

Mas afinal, por quê o Palmeiras apresenta uma boa defesa mas sofre tanto na hora de marcar gols?
Não entrarei no mérito de avaliar a capacidade técnica de alguns jogadores (Luan, Dinei...), mas sim analisar os aspectos táticos defensivos e ofensivos da equipe palmeirense.

Sistema Ofensivo
O sistema de jogo escolhido por Felipão desde o ano passado é o 4-2-3-1, que na prática, com jogadores pouco ofensivos como Luan e Tinga, se aproxima mais de um 4-5-1. O problema, todos já sabem: sem a aproximação do meio-campo, o atacante palmeirense fica isolado e passa a ser ineficiente.

Nesse sistema de jogo, o Palmeiras atua como se tivesse um camisa 9 lá na frente, lançando e cruzando muitas bolas, mas a verdade é que não temos um atacante de ofício e nem provavelmente o teremos num futuro próximo!

Se analisarmos o sistema de jogo 4-2-3-1, percebemos 3 requisitos básicos para que ele funcione ofensivamente:
  • os pontas devem atacar a diagonal da grande área se aproximando do atacante ou realizar tabelas com os laterais;
  • o meio-campo ofensivo deve se aproximar tanto do ponta que tiver a bola, quanto do atacante centralizado dentro da área;
  • o atacante central deve ter as características de um jogador de área: bom posicionamento, jogar de costas para o gol adversário, ser bom finalizador/cabeceador, etc..
(clique na imagem para ampliá-la)
No Palmeiras, temos:
  • Luan e Tinga como pontas, sendo que nenhum dos dois têm a característica de atacar a diagonal da grande área adversária (no máximo, fazem algumas poucas tabelas com os laterais);
  • Valdívia como meio-campo ofensivo, que reencontrando seu bom futebol, se encaixa perfeitamente nas características citadas;
  • Kleber como atacante central não rende tão bem, pois é um jogador que gosta de recuar para buscar a bola, além de conduzi-la muito bem e tabelar para entrar na grande área.
Sistema Defensivo
Além das ótimas atuações de Deola, a escolha do 4-2-3-1 (4-5-1) como sistema de jogo beneficia o sistema defensivo palmeirense. Em situações de ataque estruturado do adversário, os pontas Luan e Tinga recuam para formar duas linhas defensivas de 4 jogadores, com apenas Valdívia e Kleber à frente da linha da bola (4-4-1-1).
Veja no vídeo:
Rodrigo Coelho
Equipe TAKTIKUS
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